Terapia dos Esquemas (TE) auxilia no enfrentamento de transtornos e desafios emocionais.

Terapia dos Esquemas é uma abordagem profunda que combina elementos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), psicodinâmica, teoria do apego e gestalt. Seu foco principal é identificar e transformar padrões emocionais disfuncionais — chamados de “esquemas” — que se formam, geralmente, na infância ou adolescência, e continuam influenciando pensamentos, sentimentos e comportamentos na vida adulta.

Esses esquemas são como lentes pelas quais a pessoa enxerga a si mesma, os outros e o mundo. Quando são negativos ou distorcidos (como crenças de abandono, rejeição, desvalorização, fracasso, entre outros), podem gerar sofrimento emocional intenso e repetitivo, mesmo que a realidade atual seja diferente.

Durante o processo terapêutico, o paciente aprende a identificar esses padrões, entender de onde vieram, e construir novas formas de pensar, sentir e se relacionar. A terapia também trabalha os “modos”, que são reações emocionais e comportamentais que a pessoa desenvolve para lidar com esses esquemas. Através da validação emocional, reestruturação cognitiva e técnicas vivenciais, o paciente ressignifica experiências passadas e fortalece seu senso de identidade, autoestima e autonomia emocional.

A Terapia dos Esquemas é especialmente eficaz para casos mais complexos ou crônicos, nos quais outras abordagens não trouxeram os resultados esperados.

 Transtornos e dificuldades emocionais tratáveis com a Terapia dos Esquemas:

  • Transtorno de personalidade borderline
  • Transtorno de personalidade narcisista
  • Transtorno de personalidade evitativa
  • Transtorno de personalidade dependente
  • Depressão crônica e resistente ao tratamento
  • Transtornos de ansiedade com padrões persistentes de medo, rejeição ou abandono
  • Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)— especialmente quando ligado a traumas complexos na infância
  • Transtorno de ansiedade social— marcado por vergonha, medo intenso de julgamento e esquiva social
  • Transtornos alimentares crônicos— como bulimia e compulsão alimentar ligados à baixa autoestima e controle emocional
  • Autossabotagem emocional e profissional
  • Padrões de relacionamento tóxico ou abusivo (repetição de vínculos disfuncionais)
  • Sentimento constante de vazio ou desconexão emocional
  • Medo de abandono, rejeição e traição (mesmo em relações estáveis)
  • Exigência excessiva de si mesmo ou perfeccionismo paralisante
  • Vergonha profunda e sensação de inadequação constante
  • Dificuldade em confiar nas pessoas ou se abrir emocionalmente
  • Necessidade constante de aprovação e validação externa
  • Comportamentos de fuga emocional (isolamento, vícios, evitação de intimidade)
  • Raiva reprimida, explosiva ou direcionada a si mesmo
  • Culpa exagerada e responsabilidade excessiva pelos outros

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