Aqui você encontra as principais dúvidas que a maioria das pessoas tem sobre o processo de terapia — como funciona, o que esperar das sessões e de que forma o acompanhamento psicológico pode contribuir para o seu bem-estar emocional.
Perguntas e Respostas:
Por que a terapia é tão cara e inacessível para grande parte da população?
Muitas pessoas acreditam que a terapia é cara e, por isso, acabam desistindo de procurar ajuda profissional. No entanto, é importante compreender a diferença entre preço e valor. O preço é o quanto se paga por uma sessão, enquanto o valor está nos benefícios que esse acompanhamento traz para a vida — equilíbrio emocional, autoconhecimento, melhora nos relacionamentos e na qualidade de vida.
É verdade que existem diferentes valores cobrados pelos psicólogos, pois cada profissional define seu preço de acordo com a experiência, formação, região e forma de atendimento. Por isso, o mais importante não é apenas o custo, mas a qualidade do serviço prestado. Quando o atendimento é ético, acolhedor e feito com competência, o valor pago se transforma em um investimento em si mesmo, e não em um gasto. Infelizmente, ainda há preconceitos que dificultam o acesso à terapia. Muitos enxergam o cuidado com a saúde mental como um luxo ou algo desnecessário, enquanto não hesitam em pagar por outros serviços, como academia, estética ou consultas médicas. Essa visão precisa mudar: cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo.
Além disso, existem opções mais acessíveis, como clínicas-escola, atendimentos sociais e serviços públicos de psicologia, que ampliam as possibilidades para quem não pode arcar com valores particulares. Cuidar da saúde mental é um ato de amor-próprio e de responsabilidade com o próprio bem-estar. Quando compreendemos que terapia é investimento e não despesa, começamos a enxergar o real valor de cuidar de nós mesmos.
A terapia pode mudar quem eu sou, ou me tornar dependente do terapeuta?
Essa é uma dúvida comum entre quem pensa em começar o processo terapêutico. Muitas pessoas têm medo de “mudar demais” ou de se tornar dependentes do terapeuta. No entanto, é importante compreender que um profissional ético e eficiente não muda quem o paciente é, nem decide por ele. O objetivo da terapia não é transformar a pessoa em alguém diferente, mas ajudá-la a se conhecer melhor, compreender suas emoções e comportamentos, e encontrar caminhos mais saudáveis para lidar com os desafios da vida. O terapeuta atua como um guia e facilitador, não como alguém que impõe opiniões ou soluções prontas.
Durante o processo, é natural que o paciente se sinta acolhido e crie um vínculo de confiança com o terapeuta, essa relação é fundamental para o progresso. No entanto, um bom profissional sempre estimula a autonomia e o pensamento crítico, para que o paciente desenvolva segurança emocional e capacidade de tomar suas próprias decisões. Portanto, a terapia não muda quem você é; ela ajuda a revelar o que há de mais autêntico em você. E longe de gerar dependência, ela busca justamente fortalecer sua independência emocional e o poder de escolha sobre sua própria vida.
Por que algumas pessoas dizem que ficaram pior depois de ir ao psicólogo?
É comum ouvir relatos de pessoas que afirmam ter se sentido pior depois de começar a terapia. Isso pode gerar medo e desconfiança em quem pensa em buscar ajuda. No entanto, é importante compreender que o processo terapêutico nem sempre é linear — muitas vezes, antes de melhorar, a pessoa precisa entrar em contato com sentimentos dolorosos e lembranças difíceis. Esse desconforto inicial faz parte do processo de autoconhecimento e crescimento emocional.
Por outro lado, é verdade que existem profissionais despreparados ou inexperientes, que podem acabar conduzindo o processo de forma inadequada e, infelizmente, promover situações negativas. Isso não significa que a terapia em si não funcione, mas que o vínculo terapêutico precisa ser saudável, ético e baseado em confiança. Um bom psicólogo está sempre aberto ao diálogo, respeita os limites do paciente e reconhece quando o encaminhamento para outro profissional é necessário. É essencial lembrar que ficar momentaneamente abalado não é o mesmo que estar sendo prejudicado. Em muitos casos, esse abalo indica que questões profundas estão sendo trabalhadas. Mas, se a pessoa sentir que o atendimento realmente não está ajudando, ou está gerando sofrimento contínuo, é importante conversar com o terapeuta ou buscar outro profissional com quem se sinta mais à vontade.
Portanto, embora existam experiências negativas, a terapia continua sendo um instrumento valioso de cuidado e transformação pessoal. O mais importante é encontrar um profissional qualificado, ético e empático, capaz de oferecer um espaço seguro e acolhedor para o processo de crescimento emocional.
E se eu não me sentir à vontade com o terapeuta?
É importante sentir-se acolhido e compreendido. Caso isso não aconteça, é válido conversar abertamente sobre o que está incomodando. Em alguns casos, buscar outro profissional pode ser o melhor caminho. A qualidade da relação terapêutica é essencial para o sucesso do processo.
Como saberei se a terapia está funcionando?
Você perceberá mudanças sutis no modo de pensar, sentir e agir. Pode se sentir mais consciente, assertivo e equilibrado diante das situações. A evolução é gradual, mas perceptível ao longo das sessões.